Artesanato

Bonecas de Trapos
As bonecas de trapo também fazem parte do espólio do artesanato da Freguesia, reproduzindo figuras até aos mais pequenos pormenores, desde a  roupa interior até às meias e aos sapatos. São constituídas por uma estrutura de arame envolto em tiras de tecido e forrado com esponja e possuem detalhes como a cara bordada, os cabelos em lã e o seu vestuário.
 
Arte Xávega
A Arte Xávega é um tipo de pesca que se encontra em vias de extinção.
Actualmente na costa Portuguesa são muito poucas as pessoas que se dedicam a esta faina,mas, nós temos a sorte de que aqui na Praia da Vagueira ainda se pratica, claro que com a ajuda de fundos comunitários visto que a pesca não dá para a subsistência dos que nela trabalham.
 
A arte Xávega é um tipo de pesca de arrasto só que, com a diferênça que o barco sai de terra deixando já uma corda que está sempre ligada a este dando a volta a mais de 500 metros de distância da costa este deixa a rede que depois é arrastada até á praia puxada por bois que auxiliados por tractores , trazem o peixe que pelo caminho e encontra.
 
Até faz nascer água na boca essa sardinha tão fresca nas brasas de um fogareiro.
 
Mostramos aqui também o pôr do sol na praia e roupas que eram usadas antigamente na faina pesqueira.
 
O pescador e a peixeira
" Há quem diga que as enxávegas que apareceram no Algarve no século XV seriam aparelhos diferentes do século XVIII. Mas os Castelhanhos aparecem no Algarve com as enxávegas no século XV e voltam a aparecer com as xávegas no século XVIII, e durante esse período não temos conhecimento de que tenha havido grandes alterações nesse tipo de redes em Espanha.
 
Em 1514 o governador do reino de Mallorca proíbe a "xabega" num troço da costa da ilha.
 
Pode ter havido inovações importantes nestes aparelhos ao longo dos séculos , mas os documentos que conhecemos não falam disso, e parecem indicar uma linha de continuidade.
Em Espanha chegam a trabalhar 450 barcos de xávega e chinchorro. Em princípios do século XX pesca-se com estas artes em quase todas as costas, mas só na Galiza é que se chega a puxar as redes com bois, como na vizinha costa de Ovar.No sul de Espanha usam-se barcos relativamente estreitos e rasteiros, como no Algarve, embora os desenhos variem muito.
 
Em Málaga, por exemplo, têm um esporão à proa com cabêça de serpente, que faz lembrar os barcos fenícios.
 
Aqui , como se vê na fotografia , estes homens estão a colocar a rede no barco. Este é um processo que tem que ser muito cuidadoso visto que, depois , já no mar , a rede tem que ser ditada ao mar sem se enrodilhar e de forma a que toda ela se ábra. 
 
Depois de preparado o barco é deitado ao mar com a ajuda de bois que o puxam até estar na água.Uma ponta da corda que irá puxar a rede fica sempre presa em terra.
 
Com a ajuda de uma "Estaca"(não sei se é assim que se chama) alguns homens empurram o barco para que as ondas não o arrastem para terra.
Depois que o barco se encontra sobre o controlo dos remos , ou motor , aí sim a "Estaca" é tirada e o barco vai a caminho de mais um lanço. 
De regrésso , já com a rede na água o barco fêz o lanço e tráz consigo a outra ponta da corda que irá em conjunto com a primeira trazer a rede até terra, com a ajuda de tractores preparados para o efeito e , ainda com alguns bois como se fazia á algunss anos atrás.
 
Agora só se espera que se tenha um "BOM LANÇO".